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sábado, 29 de dezembro de 2012

Mensagem de Ano Novo

Encontrei este texto na internet, como sendo de autoria de Fernando Pessoa, mas, sinceramente, eu duvido! Entretanto, por respeito aos direitos autorais, coloquei aqui, mas quem souber quem é o autor verdadeiro, pode me avisar, ok?

O texto tem tudo a ver com o que quero para a minha vida, a partir do ano que vem. É, eu sei que parece clichê a passagem de ano e a vida transformada, mas a minha verdadeiramente mudará, então… Que seja um Ano de paz, saúde, amor (enfim! rsrs), trabalho novo, casa nova, cidade nova, novos amigos, novas perspectivas, novas motivações! E, acima de tudo, que Deus esteja sempre presente abençoando a minha vida e indicando os caminhos. Tudo isso é também o que desejo a você, caro leitor(a), que todos tenhamos um 2013 de muitas felicidades!!!

“Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais”.

“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".

Fernando Pessoa

Réveillon-2013-Copacabana-RJ-01

Beijos e até 2013!!!!

4 anos do blog!


Com atraso, é verdade, mas não devo deixar de comemorar. Temos 27 seguidores, 206 postagens e foram exatamente 27.116 vizualizações. Grandes números! É muito bom fazer parte da blogosfera e compartilhar meus pensamentos aqui neste recanto. Obrigada a todos!!! Bjs

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Um Roteiro para Ser Feliz no Amor - Por Flávio Gikovate

Um Roteiro para Ser Feliz no Amor
Por Flávio Gikovate
 

1. O amor é um sentimento que faz parte da “felicidade democrática”, aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas, ousadas etc.

A “felicidade aristocrática” deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática tem a ver com a vaidade e é geradora inevitável de violência em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria.

Tenho cá as minhas dúvidas de que a "felicidade democrática" também seja, de fato, acessível a todos, mas sejamos esperançosos...

2. É difícil definir felicidade: podemos, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento.

É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida.

Sinceramente, nunca senti isso... Quem sabe algum dia!

3. Apesar de ser acessível a todos, o fato é que são muito raras as pessoas que são bem sucedidas no amor. Ou seja, devem existir um bom número de requisitos a serem preenchidos para que um bom encontro aconteça.

Não tem sentido pensar que a felicidade sentimental se dê por acaso; não é bom subestimar as dificuldades que podemos encontrar para chegar ao que pretendemos; as simplificações fazem parte das estratégias de enganar pessoas crédulas.

Hum, reforça o que disse no item 1. Nem todos são bem sucedidos nos encontros amorosos. Eu reforço essa lista, infelizmente...

4. O primeiro passo para a felicidade sentimental consiste em aprendermos a ficar razoavelmente bem sozinhos.

Trata-se de um aprendizado e requer treinamento, já que nossa cultura não nos estimula a isso. Temos que nos esforçar muito, já que os primeiros dias de solidão podem ser muito sofridos.

Com o passar do tempo aprendemos a nos entreter com nossos pensamentos, com leituras, música, filmes, internet etc. Aprendemos a nos aproximar de pessoas novas e até mesmo a comer sozinhos.

Pessoas capazes de ficar bem consigo mesmas são menos ansiosas e podem esperar com mais sabedoria a chegada de amigos e parceiros sentimentais adequados.


Ok, concordo que temos que nos sentir bem consigo mesmos, but e se o tempo já tiver estrapolado TODOS os limites??? E o que fazer com a cobrança da sociedade? Tudo bem que você ignora  por um tempo, porém, chega uma hora... POXA!
 

5. Temos que aprender a definir com precisão nossos sentimentos. Nós pensamos por meio das palavras e se as usarmos com mais de um sentido poderemos nos enganar com grande facilidade. Cito, a seguir, alguns dos conceitos que tenho usado e o sentido que a eles atribuo.

Amor é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca a sensação de paz e aconchego.

O aconchego representa a neutralização do vazio, da sensação de desamparo que vivenciamos desde o momento do nascimento. O aconchego é um “prazer negativo”, ou seja, a neutralização de uma dor que existia – nos leva de uma condição negativa para a de neutralidade.
Amizade é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca algum aconchego e cuja conversa e modo de ser nos encanta.

Segundo essa definição, a amizade é sentimento mais rico do que o amor, já que a pessoa que nos provoca o aconchego – apesar de que menos intenso e, por isso mesmo, gerador de menor dependência – é muito especial e desperta nossa admiração pelo modo como se comporta moral e intelectualmente.

Sexo é uma agradável sensação de excitação derivada da estimulação das zonas erógenas, de estímulos visuais e mesmo de devaneios envolvendo jogo de sedução e trocas de carícias tácteis. É evidente que a sexualidade envolve questões muito complexas, que não cabe aqui discutir.

Quero apenas enfatizar que sexo e amor correspondem a fenômenos completamente diferentes, sendo que o amor está relacionado com o “prazer negativo” do aconchego e o sexo é “prazer positivo”, já que nos excitamos e nos sentimos bem mesmo quando não estávamos mal; o amor nos leva do negativo para o zero, ao passo que o sexo nos leva do zero para o positivo.

Amor, sexo e amizade podem existir separadamente e também podem coexistir.

A mesma pessoa pode nos provocar aconchego e desejo sexual mesmo sem nos encantar intelectualmente; nesse caso, falamos de amor e de sexo. Podemos estabelecer um elo de amizade e sexo sem o envolvimento maior do amor.

Podemos vivenciar o sexo em estado puro, assim como o amor – como é o caso do amor que podemos sentir por nossa mãe, que independe de suas peculiaridades intelectuais e não tem nada a ver com o sexo.

Seria muito pedir as três coisas em um, após esperar tanto? :-)
 

6. A escolha amorosa adequada se faz quando o outro nos desperta o amor, a amizade e o interesse sexual. A essa condição tenho chamado de +amor, mais do que amor.

Amigos são escolhidos de modo sofisticado e de acordo com afinidades de caráter, temperamento, interesses e projetos de vida (falo dos poucos amigos íntimos e não dos inúmeros conhecidos que temos).

A escolha amorosa deverá seguir os mesmos critérios, sendo que a escolha depende também de um ingrediente desconhecido e indecifrável – porque escolhemos esse e não aquele parceiro?

Não é raro que no início do processo de intimidade a sexualidade não se manifeste em toda sua intensidade. Isso não deve ser motivo de preocupação, já que faz parte dos medos que todos temos quando estamos diante de alguém que nos encanta de modo especial.
 
Quero +amor!!!

7. O medo relacionado com o encantamento amoroso é que determina o estado que chamamos de paixão: paixão é amor mais medo!
Temos medo de perder aquela pessoa tão especial e do sofrimento que, nessa condição, teríamos. Temos medo de nos aproximarmos muito dela e de nos diluirmos e nos perdermos de nós mesmos em virtude de seus encantos.
Temos enorme medo da felicidade, já que em todos nós os momentos extraordinários se associam imediatamente à sensação de que alguma tragédia irá nos alcançar – o que, felizmente, corresponde a uma fobia, ou seja, um medo sem fundamento real.

As fobias existem em função de condicionamentos passados e devem ser enfrentadas de modo respeitoso mas determinado.

Acho que nunca amei...

8. Para ser feliz no amor é preciso ter coragem e enfrentar o medo que a ele se associa.

Esse é um exemplo da utilidade prática do conhecimento: ao sabermos que o amor – aquele de boa qualidade, que determina a tendência para a fusão e provoca a enorme sensação de felicidade – sempre vem associado ao medo, não nos sentimos fracos e anormais por sentirmos assim.

Ao mesmo tempo, adquirimos os meios para, aos poucos, ir ganhando terreno sobre os medos e agravando a intimidade com aquela pessoa que tanto nos encantou.

De fato, nunca amei! Nenhuma relação me fez enxergar qualidade, que valesse a pena enfrentar os medos...

9. Quando o medo se atenua, desaparece a paixão. Isso não deve ser entendido como o enfraquecimento ou o fim do sentimento amoroso pleno. Sobrou “apenas” o amor. O que acaba é o tormento, o “filme de suspense”.

Fica claro que a coragem é requisito básico para a vitória sobre o medo e a realização do encontro amoroso.
O encontro é menos ameaçador quando somos mais independentes e capazes para ficar sozinhos; nossa individualidade mais bem estabelecida nos faz menos disponíveis para a tendência à fusão que é usual no início dos relacionamentos mais intensos.
Quando o medo se atenua costuma aumentar o desejo sexual. Se o parceiro escolhido for também um amigo não faltarão ingredientes para a perpetuação do encantamento.

Desaparece o medo, mas não desaparecerá o encantamento, a menos que a única coisa interessante fosse o “filme de suspense” – e, se for esse o caso, é melhor que o relacionamento termine aí. No +amor assim constituído, o encantamento só desaparecerá se desaparecer a admiração.

É nisso que acredito! Será que estou destinada a viver isso?

10. A admiração só desaparecerá se houverem abalos graves na confiança ou se tiver havido grave engano na avaliação do parceiro.

É evidente que ao longo de um convívio íntimo com uma pessoa com a qual temos muita afinidade surgirão também diferenças de todo o tipo. Não existem “almas gêmeas”, de modo que nem todos os pontos de vista serão afinados, nem todos os hábitos serão compatíveis etc.

É o momento em que surge uma certa decepção e dúvidas acerca do acerto da escolha. É nesse ponto que percebemos que a escolha amorosa se faz tanto com o coração como com a razão: a admiração deriva de uma avaliação racional do outro, ainda que o façamos de modo camuflado porque aprendemos que o amor é uma mágica determinada pelas flechas do Cupido.

A avaliação da importância das diferenças que finalmente se revelaram determinará a evolução, ou não, do relacionamento. A serenidade na análise de situações dessa natureza só pode acontecer com pessoas portadoras de boa tolerância a frustrações e contrariedades.

Assim, a maturidade emocional que se caracteriza pela capacidade de suportarmos bem as dores da vida é requisito indispensável para a felicidade amorosa.
 
Considero a admiração como algo fundamental, aliado à confiança. Devem andar juntas! Acredito também que é necessário tolerância, para lidar com os defeitos do outro. Todos temos defeitos! E isso falta nos relacionamentos atuais, as pessoas perderam a paciência...

11. É preciso muita atenção, pois o medo tende a se esconder atrás das dúvidas que derivam das diferenças no modo de ser do outro, do menor desejo sexual inicial e também das eventuais dificuldades práticas derivadas das circunstâncias da vida daqueles que se encontraram e se encantaram.

O medo é sempre presente e se formos mais honestos conosco mesmos saberemos melhor separá-lo de seus disfarces. É por isso que o conhecimento, que determina crescimento e fortalecimento da razão, é tão útil para que possamos avançar até mesmo nas questões emocionais.

A coragem é a força racional que pode se opor e vencer o medo. Ela cresce com o saber e as convicções e também com a maturidade emocional que nos faz mais competentes para corrermos riscos e eventualmente tolerarmos alguns fracassos.
 
É preciso ir com calma em tudo e não desistir no primeiro obstáculo!

12. A maturidade moral dos que se amam é indispensável para que se estabeleça a mágica da confiança, indispensável para que tenhamos coragem de enfrentar o medo de sermos traídos ou enganados, o que geraria um dos maiores sofrimentos a que nós humanos estamos sujeitos.

Não podemos confiar a não ser em pessoas honestas, constantes e consistentes. Assim sendo, este é mais um requisito para que possamos ser felizes no amor.

Temos que possuir esta virtude moral e valorizá-la como indispensável no amado. Não há como estabelecermos um elo sólido e verdadeiro com um parceiro não confiável a não ser que queiramos viver sobre uma corda bamba.
 
Penso que quando queremos viver uma relação amorosa é preciso entrar de corpo e alma. Se quiser "galinhar", deixe isso claro logo no início. Viver com desconfiança não vale a pena! Os dois devem estar sintonizados numa mesma postura.

13. São tantos os requisitos básicos para que o +amor se estabeleça que não espanta que ele seja tão incomum mesmo sendo uma felicidade possível para todos.

Temos que nos desenvolver emocionalmente até atingir a maturidade que nos permita competência para lidar com frustrações. Temos que avançar moralmente para nos tornarmos confiáveis.

Temos que ganhar conhecimento mais sofisticado e útil sobre o amor para que possamos ter uma razão geradora da coragem necessária para ousarmos nessa aventura.

Temos que ter competência para ficar sozinhos para que possamos desenvolver melhor nossa individualidade e não nos deixarmos seduzir pela tentação da fusão romântica e a excessiva dependência, além de podermos esperar com paciência a chegada de um parceiro adequado.

As virtudes necessárias à felicidade sentimental são todas elas “virtudes democráticas”, ou seja, acessíveis a todos e cuja presença em uns não impede que surjam nos outros – é sempre bom lembrar que o mesmo não acontece, por exemplo, com o dinheiro: para que uns tenham bastante é inevitável que muitos outros tenham pouco.

As virtudes democráticas podem existir em todos aqueles que se empenharem no caminho do crescimento interior. Acontece que elas não são fáceis de serem conquistadas e nem se pode chegar a elas a não ser por meio de uma longa e persistente caminhada.

Não existem atalhos e o trajeto pode demorar anos. O caminho é, por vezes, penoso mas ainda assim fascinante. Trata-se de uma densa viagem para dentro de nós mesmos, na direção do autoconhecimento.
 
Creio que a minha parte eu já fiz, agora é encontrar este outro, sintonizado com o mesmo desejo...

14. Quando estamos prontos, o parceiro adequado acaba se mostrando diante de nossos olhos. Não precisamos nos esforçar, sair de nossas rotinas de vida e buscar ativamente o encontro amoroso.

Tudo irá acontecer quando for chegada a hora e sempre é bom ter paciência, já que esperar com serenidade é uma das condições mais difíceis de vivenciarmos.
 
É isso que acredito e que venho praticando, mas confesso que está difícil manter a serenidade...

15. Se tudo isso lhe pareceu muito racional, lógico e frio, engano seu. Todos esses passos vão nos acontecendo sob a forma de emoções e vivências que se dão espontaneamente, sendo que as reflexões deverão servir apenas de roteiro para que não nos sintamos tão perdidos.

Desde a adolescência experimentamos vários tipos de relacionamentos e deveremos ir aprendendo a entender tudo o que está nos acontecendo e todas as nossas ações e reações. Primeiro vivenciamos e depois devemos refletir sobre o que aconteceu.

Assim, não existe real antagonismo entre emoções e razão; uma complementa a outra. Reflexões adequadas e consistentes determinam avanços emocionais, que permitem reflexões mais sofisticadas, geradoras de avanços emocionais ainda maiores, e assim por diante.

Estabelece-se um círculo virtuoso que deverá criar condições de felicidade sentimental para todos aqueles que se empenharem realmente na rota do crescimento emocional.

A felicidade sentimental é a recompensa acessível a todos os que completarem o ciclo mínimo de evolução emocional.

Bem, espero realmente isso! E que todos possamos nos empenhar em nos conhecer profundamente e experimentar o +amor!!!

Fonte: Site oficial do Flávio Gikovate. Acessível aqui.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cancões que me inspiram - Cartola - O mundo é um Moinho

O mundo é um Moinho
Compositor/intérprete: Cartola



Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A impontualidade do Amor–Martha Medeiros

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

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“Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender”.

Martha Medeiros

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Alma - Rodrigo Blaas



Em comemoração ao dia de hoje... Halloween!
Achei esse vídeo no youtube e adorei! É um suspense bem sutil, não chega a assustar, mas é um pouco inquietante. Assistam e analisem!


Escrito e dirigido por: Rodrigo Blaas
Produzido por: Cecile Hokes
Música: Mastretta
Diretor de Arte: Alfonso Blaas-
Programador da Iluminação: Jonatan Catalán
Supervisor Técnico da Modelagem: Jaime Maestro
Design de Modelagem: Bolhem Bouchiba, Carlos Grangel, Sergio Pablos, Santi Agustí
Animação: Daniel Peixe, ManueBover, Remi Hueso
Efeitos Sonoros: Tom Myers e David Hughes
Coordenador de Pós Produção: David Heras

Todos os créditos: almashortfilm.com

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Cancões que me inspiram - Marisa Monte - Aquela velha canção



Aquela Velha Canção
Marisa Monte



Quando eu te ligar cantando aquela velha canção
Não diga que estou enganado, estou resolvido
Vou dar férias pro meu coração
Confesso que fiquei magoado, eu fiquei zangado,
Mas agora passou, esqueci
Eu não vou te mandar pro inferno porque eu não quero
E porque fica muito longe daqui

Quando eu te ligar cantando aquela canção
Pra te desnortear, te ferir com carinho
É pra fazer doer no seu ouvido - a nota melhor do nosso amor
Quando eu te ligar cantando aquela canção
Não diga que não sente nada
É pra fazer doer no seu ouvido - a nota melhor do nosso amor

Alô, a lua, alô, amor. Alô, a lua, alô, a lua, amor (2x)

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Até a eternidade (Les Petits Mouchoirs - 2010) – Amizade, relações e sentimentos


Assisti ao filme framcês Até a eternidade (Les Petits Mouchoirs - 2010), que conta a história de um grupo de amigos de meia-idade e que se conhecem há muitos anos. Já no início, um dos amigos sofre um grave acidente, o que gera um série de questões existenciais e de análise das rel~ções de amizade e amor dentro do grupo. Apesar do acidente, os amigos decidem manter a viagem juntos para uma cidade costeira, a mesma em que todos os anos passam as férias; esta pertence a um dos amigos, ao mais bem-sucedido deles. No grupo há tipos bem diferentes e específicos – os casados com filhos, a bissexual, o tonto (desiludido), o romântico esperançoso, o consciente, o exibido bem-sucedido, a desprezada, o inconsequente e o leal.
A sinopse diz o seguinte: “Um grupo de amigos que, apesar de um evento traumático, decidem manter as férias anuais na praia. A relação entre eles, suas convicções, senso de culpa e amizade serão levados às últimas consequências. Finalmente, eles serão forçados a confessar as mentiras que têm contado uns aos outros”.
Neste contexto de tensão, drama e amor, as relações são repensadas e os conflitos são uma constante. O ponto positivo é exatamente este, as relações exitosas se constroem, a partir de sinceridade e, enquanto não se chega à honestidade, o clima é de enfrentamento. As reviravoltas são muitas e as personagens são conhecidas paulatinamente, o que torna a produção ainda mais interessante. Por ser um filme europeu, percebe-se logo algumas diferenças dos filmes norte-americanos. Os diálogos são densos, longos e bem realistas. Basicamente, o filme se passa na casa de férias e no hospital, além de ser permeado por flashbacks.
A direção e o roteiro do filme é de Guillaume Canet. No elenco nomes como: François Cluzet, Marion Cotillard, Gilles Lellouche, Jean Dujardin, Laurent Lafitte, Valérie Bonneton, Pascale Arbillot, Anne Marivin, Louise Monot, Joël Dupuch e Benoît Magimel. É um desfile de estrelas do cinema francês e de alguns homens charmosos… Smiley de boca aberta
Esta produção é longa, com cerca de duas horas e meia, mas vale a pena. Recomendo! Quem já viu e quiser comentar o que achou, esteja à vontade! Vejam o trailer abaixo.

Até a eternidade (Les Petits Mouchoirs)–Trailer

domingo, 8 de julho de 2012

Se - Alice Ruiz

Em minhas leituras pela internet, me deparei com o poema abaixo, de Alice Ruiz. Tem uma linguagem honesta e tão cheia de sentidos. Amei e resolvi compartilhar... Espero que gostem!


Se - Alice Ruiz

 
 

"Se por acaso
a gente se cruzasse
ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso
de noite uma farra
a gente ia viver
com garra


eu ia tirar de ouvido
todos os sentidos
ia ser tão divertido
tocar um solo em dueto


ia ser um riso
ia ser um gozo
ia ser todo dia
a mesma folia
até deixar de ser poesia
e virar tédio
e nem o meu melhor vestido
era remédio


daí vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando
sempre pensando
se por acaso
a gente se cruzasse..."


Fonte: aqui.

Divagando #5

 
O querer pode ser de tantas formas
É difícil ter alguém que não quer algo
Do mais simples ao mais sofisticado
Querer faz parte da vida
Quando se deixa de querer, já não há mais razão...
É sempre que se consegue?
Não!
Mas é preciso tentar, ao menos!
Os fracassos e as perdas fazem parte...
O desejo é que todos, mesmo após grandes arranhões, sigam em frente,
Com esperança renovada e força redobrada!

sábado, 30 de junho de 2012

Canções que me inspiram – O que você quer saber de verdade - Marisa Monte

 

O Que Você Quer Saber de Verdade

Composição: Arnaldo Antunes

Intérprete: Marisa Monte

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade

Vai sem direção
Vai ser livre
A tristeza não
Não resiste
Solte seus cabelos ao vento
Não olhe pra trás
Ouça o barulhinho que o tempo
No seu peito faz
Faça sua dor dançar
Atenção para escutar
Esse movimento que traz paz
Cada folha que cair
Cada nuvem que passar
Ouve a terra respirar
Pelas portas e janelas das casas
Atenção para escutar
O que você quer saber de verdade

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Feelings #8


Para que servem os dias? 
Dias são onde vivemos. 
Eles vêm, nos acordam 
Um depois do outro. 
Servem para a gente ser feliz: 
Onde podemos viver senão neles? 
Ah, resolver essa questão 
Faz o padre e o médico 
Em seus longos paletós 
Perderem seu trabalho. 

Philip Larkin, in: Days

terça-feira, 12 de junho de 2012

Divagando #4



Fico pensando...
Quando vamos dizer algo a um amigo, conhecido ou desconhecido, pesamos bem as palavras e aquilo que se vai dizer.
Isso não quer dizer que sejamos menos sinceros!
Mas que, de certa forma, respeitamos os outros e medimos as conseqüências.
Pedimos desculpas quando o limite é extrapolado,
Quando erramos...
E, na família, o que acontece?
Bem... Aí, o território é livre...
Acredita-se que se pode dizer o que se quer
Pode-se ofender
Magoar
Humilhar
Porque, afinal, “família é família”!
Mas, existe um limite?
Até onde vai esse limite?
Penso que o respeito é fundamental em qualquer tipo de relação
Então, porque, em algumas famílias, alguns crêem que podem desrespeitar o outro?
Despejar rancores sem pudor
Aplaudir o fracasso do outro
Humilhar sem piedade
Isso é o que se espera de uma família?
Não! Definitivamente, não!
Sempre acreditei que família é aconchego,
Um porto seguro
E porque não é?
Porque falta o respeito ao outro,
Empatia,
Entendimento de que cada um é diferente do outro...
E não tem por quê serem iguais!
Mas precisam se respeitar e, acima de tudo, amar!
Pedir desculpas também é necessário?
Sim, claro!
Não se pode medir a dimensão do sofrimento causado ao outro;
Só percebemos quando é conosco.
Por isso, a afetividade está tão “líquida”...
Então, desculpar-se, voltar atrás e tentar (tentar mesmo) se colocar no lugar do outro é essencial!
Não é porque é família que tudo é permitido...
Há que se ter um limite!
Isso é saudável e necessário para o bem das relações, sejam elas quais forem...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Feelings #7



“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.” 




Charles Dickens, in: Grandes esperanças.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Divagando... #3


Superficialidade 

Nestes tempos, há uma inversão de valores... 

Não se vale pelo que se é 

Pelo que se diz 

Dar a sua palavra não significa nada 

Ser sincero 

Ser cidadão 

Ser honesto 

Não! 

Não valem nada! 

O ditado que mais combina com isso? 

“O mundo é dos espertos!” 

Então, vamos ser espertos 

Vamos nos importar apenas com nós mesmos 

Vamos levar vantagem em tudo 

Vamos ofender os outros 

Vamos ser desonestos 

O que é mais importante? 

O que se tem 

O que se veste 

O que se ostenta 

O que se mostra para o mundo 

O que se é por dentro? 

Ah, não vale nada! 

A aparência é tudo... 

E, viva à superficialidade!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

O tempo entre costuras – María Dueñas



Este livro comprei junto com o do Paulo Coelho e comecei a lê-lo também na sequência. É um livro grande, de leitura mais demorada e que exige uma bagagem histórico-cultural também. 

Primeiro, tenho que dizer que adoro me deter em personagens femininas, pois também pesquiso sobre Estudos de Gênero, mas não sou feminista extremada! Rs. 

Segundo, já tinha visto bons comentários sobre a autora – a espanhola María Dueñas -, o que me fez pensar em realizar algum estudo doutoral sobre a mesma, pois penso em fazer doutorado no exterior. Além disso, pesquisar sobre uma autora ainda viva e atuando como professora na Universidade de Múrcia, seria maravilhoso! Quem sabe não se realiza algum dia, não é? 

Terceiro, é um romance histórico e, eu adoro conhecer e entender sobre a História (História aqui com H maiúsculo, representando a história mundial, os acontecimentos reais que marcaram o mundo). E a autora faz a brilhante mescla entre personagens reais e ficcionais, que até nos faz pensar que estas personagens ficcionais podem, de fato, ter existido. 

A capa do livro é belíssima, elegante e isso também é um chamariz (é esta aí do início do post). 

A contracapa do livro vem com os comentários de jornais e revistas em espanhol, como o El Mundo, o Expansión e a Mujer Hoy, além de ter uma breve explanação sobre a autora e o livro: 

“A escritora María Dueñas é um verdadeiro fenômeno. Quando lançou este maravilhoso O tempo entre costuras, em 2009, não espetava a repercussão que alcançou. Hoje, disputada pelas maiores editoras do mundo, María Dueñas é comparada a Carlos Ruiz Zafón por sua prosa hipnotizadora e a forma cheia de imaginação e delicadeza com que combina fatos e personagens reais com ficcionais. 

A verdade é que depois que se conhece Sira Quiroga, a encantadora costureira que protagoniza esta aventura, é impossível esquecê-la. O cuidado de María Dueñas com as palavras faz o leitor ouvir a respiração daquela frágil e pobre trabalhadora que um dia se apaixona loucamente, e parte de Madri para o romântico Marrocos, meses antes da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), para ter sua inocência triturada pelos caminhos da vida. Até que se transforma uma vez mais um novo mundo, agora repleto de espiões, impostores e fugitivos. 

Seria injusto classificar O tempo entre costuras. Mais correto seria dizer que se trata desses romances deliciosos nos quais cada página nos provoca sensações diferentes. Sem sombra de dúvidas, María Dueñas é dessas autoras que sabem falar e tocar os leitores. Entegue-se a essa história, você não vai se arrepender”. 

Achei o livro completamente fantástico! Uma história maravilhosa... Uma delícia de ler e não se quer parar mais. As personagens são fortes, cada uma com a sua grandeza, história de vida e sabedoria. Sabem que a vida tem “altos e baixos”, mas é preciso seguir adiante. Ao final do livro, dá vontade de ler mais, de ter uma continuação. 

Sobre a escrita da autora, posso dizer que é sutil e envolvente, uma narrativa muito bem construída e que aguça o leitor. Com certeza, esta escritora está entre as minhas preferidas. Recomendo este livro e lerei outros desta autora!!!

María Dueñas

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Canções que me inspiram - In my own way - Roxette


In my own way
Composição: Per Gessle 
Roxette


I gathered a mountain
An ocean of teardrops
A castle of break-ups
To hide myself in

I've waited a lifetime
For someone to find me
For someone to reach me
Somewhere to begin

Now I'm a woman
I can tell by the look in your eyes
We're no strangers
I can tell by the way that you smile

I've painted the sunsets
The dawnings I've missed you
The hours I've kissed you
To keep my heart alive

It's the heat of your breathing
The way you are whispering
The urge of your wanting
I can't leave you behind

Now I'm a woman
I can tell by the look in your eyes
We're no strangers
I can tell by the waves in the night

You bring a little hope, bring a little love

I don't want to own you
I don't want to lead you
I just want to love you

In my own way


sábado, 26 de maio de 2012

Divagando... #2



Não esperar 

Sempre vislumbrei o mundo e a vida com um pé no futuro 

Sonhando 

Crendo 

Batalhando 

Agora, já não sei o que é o futuro 

Nem o que ele reserva 

Só deixarei tudo correr como tem que ser 

Sem grandes desejos 

Sem grandes esperanças 

Alguns irão dizer que... 

“Quando não se tem esperanças, sonhos, deixou-se de viver” 

Não sei não... 

O que sei é que não esperar é a melhor saída 

Assim, evita-se grandes decepções 

Não esperar significa em relação a tudo!

Vida 

Futuro 

Sonhos 

Pessoas 

Enfim... 

Tudo!

E deixar a vida te levar...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Onze Minutos – Paulo Coelho


Li o meu primeiro livro de Paulo Coelho! 

Muitos podem estar se perguntado: “Nossa, o primeiro livro de Paulo Coelho! Como assim? Um escritor tão famoso...”. 

Eu explico... Sempre vi a grande repercussão que os livros deste autor causam, especialmente, no exterior. Entretanto, aqui no Brasil, há muitas críticas. Assim, acabei adiando a minha leitura. 

O que tenho a dizer é que: não confiem em críticas, sejam elas quais forem – literárias, fílmicas etc. – mesmo que seja a de um especialista na área, isso porque chego à conclusão de que “gosto é gosto!”. O que é bom para um crítico, nem sempre se enquadra com o meu (o seu) gosto, bem como, nem tudo o que o desagrada, gera o mesmo efeito em mim (em você). Isso porque depende muito da bagagem cultural de cada um... Mesmo assim, é importante ler as críticas? Creio que sim, pois nos trazem outras visões sobre um mesmo assunto, mas não devemos nos “deixar levar” por isso, NUNCA!. 

Voltando ao livro de Paulo Coelho... Fui numa livraria (passeio que AMO fazer!) e, lá encontrei e comprei alguns livros interessantes, dentre eles, Onze minutos, deste escritor. 

Assim que cheguei em casa, decidi começar as minhas leituras por este livro, por ser o de menor número de páginas dentre todos. Comecei a leitura num dia e não parei mais. Resultado: li o livro todo (238 páginas), em menos de dois dias. 

A contracapa do livro informa o seguinte: 

“Em Onze minutos, Paulo Coelho explora o tema sexo e cria um conto de fadas moderno, melancólico e sensual, que narra a transformação de uma mulher em busca de si mesma. 

Maria, uma jovem nordestina desiludida com o amor, sai de casa à procura de aventura e paixões, e é na Suíça, como prostituta, que encontra as respostas para suas perguntas mais profundas. 

Baseado em fatos reais, o romance parte da banalização do amor e do sexo para nos fazer refletir sobre a natureza humana e a liberdade de sermos nós mesmos”. 

Quando li isto me interessei pelo tema e fiquei curiosa: como será que a prostituição estaria representada no livro? E esta mulher? Quais as descobertas? 

O livro realmente é um romance, um conto de fadas, que acontece para uma parcela muito pequena destas profissionais, pois sabemos que a realidade de muitas é outra. Não me prendi muito a isso. Prestei mais atenção na escrita do autor mesmo, que considerei instigante e simples. O livro conta um pouco como é a vida de uma prostituta, mas se prende mais as descobertas pessoais da personagem, em relação à vida, ao amor e ao sexo. E, isso sim vale a leitura! Por isso, recomendo! 

Agora, quero ler os outros livros de Paulo Coelho, pois trazem descobertas pessoais mais variadas, segundo o que andei pesquisando. 

Alguém já leu? O que achou?

Divagando... #1



E?... 

E, quando chega ao fim? 
O que fica? 
Não sei! 
Ainda não descobri 
E, nem mesmo sei se descobrirei...

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Série de escritos – Divagando...



Criarei uma nova série de escritos, nomeada - Divagando... 

Por quê divagando? 

Porque esta palavra tem muitos significados, como: caminhar sem rumo, vaguear, percorrer, desviar-se do assunto principal etc., mas o sentido que quero adotar aqui é o de soltar o pensamento!

Assim, nesta série de escritos, abordarei sobre temas diversos, fatos que constato com a vida, a sociedade, as pessoas etc., enfim, uma infinidade de assuntos. 

São divagações sobre qualquer assunto, “são pensamentos soltos, traduzidos em palavras”, como diz a letra da música. 

Espero que sejam úteis e nos façam refletir! 

Amanhã, inicio os escritos. Até lá!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Plágio e a difícil tarefa de encontrar um advogado honesto...


Descobri há poucos meses, que meu artigo científico, publicado numa revista universitária federal, foi reproduzido integralmente numa apostila para concursos, especificamente, o concurso para o Senado Federal.
Iria fazer o concurso e resolvi comprar uma apostila para estudar em casa. Assim que a apostila chegou, comecei a folheá-la e, para minha surpresa, meu artigo estava lá. Na hora, nem tive muita reação, fiquei tão perplexa! Me recusei a acreditar, mas li o artigo completo e era ele mesmo! Logo após, informei a minha ex-orientadora sobre o que havia acontecido e começamos a pensar nas providências a serem tomadas.

Minha procura por um advogado, aparentemente, seria fácil. O primeiro deles consultado, é pai de uma amiga e, teoricamente, seria a escolha mais acertada. Entretanto, apesar de falar em amizade, ele me disse que deveríamos fazer um contrato de risco (tudo ou nada), em que quando ganhasse a indenização, tudo seria dividido em 50% para cada, ou seja, ele me cobrou 50% do valor total, em uma CAUSA GANHA, como ele mesmo confessou à filha (ela acabou me contando isso em outro momento/contexto). Me tratou como idiota! Será que eu não sei os meus direitos? Fico imaginando o quanto ele não ganha enrolando as pessoas ingênuas... MEU DEUS! UM GRANDE ABSURDO! LAMENTÁVEL! Claro que não aceitei, não disse nada a ele e não o procurei mais. Depois, conversei com a minha amiga que não faria o processo com o pai dela; percebi que ela ficou chateada, mas não tive coragem de dizer o real motivo de não ter aceitado. Afinal, é o pai dela. Ela queria que eu dissesse isso ao pai dela, para dar uma satisfação, só porque ele foi consultado. Não fiz isso, óbvio! Estamos levando a amizade numa boa, na medida do possível, mas sinto que ela ficou chateada, fazer o quê?

Depois, falei com um ex-paquera, que é advogado. Ele, aparentemente, se interessou pelo caso, especialmente, pelo ganho ($$$) que teria. Depois, disse que eu deveria reunir as provas e levar no escritório novo, que ele havia montado com outros advogados, de uma forma bem esnobe e com pouco caso. Mais uma vez, desisti e nem me dei ao trabalho de informá-lo ou de dar uma satisfação.

Por fim, já a ponto de desistir, procurei uma advogada, desconhecida para mim, em outra cidade. Chegando lá, conversei com ela e fui direcionada à outra advogada do escritório, mais indicada para tratar do meu caso. Gostei do que ouvi, vi e acabei acertando com ela, com os honorários justos. O processo ainda está sendo feito e, espero que tudo dê certo!

Nesse meio tempo, recebi o e-mail da minha ex-professora/orientadora, informando que uma jornalista havia entrado em contato com ela, pedindo uma entrevista e ela havia concedido. No mesmo dia, a mesma jornalista de um importante jornal de SP, me pediu uma entrevista para a sua reportagem sobre o plágio, feito pela editora da apostila para concursos. Ela havia descoberto porque viu a apostila e achou estanho a escrita, que ora era em tom acadêmico, ora era coloquial; aí, ela digitou trechos de alguns textos e descobriu que haviam sido retirados da internet. Assim, descobriu o meu! Aceitei dar a entrevista, que foi publicada neste mês na internet e também impressa, numa versão mais completa, disponível nas bancas. Tudo isso será acrescentado ao processo, que ganhou repercussão nacional.

Ultimamente, tenho sido lesada de várias formas. Nas outras, acabei deixando para lá, exatamente, por não ter encontrado um advogado confiável. E, como é difícil encontrar um advogado sério e justo, parece que o dinheiro é tudo... 

Bem que deveria ter seguido ao coração, abandonado o curso de Comunicação, no 4º semestre e ter cursado Direito. Agora, ao menos, seria advogada! Depois de tudo, continuo inclinada a cursar Direito, assim que possível. Creio que serei uma boa advogada e, melhor, tentarei ser justa e não me corromper. QUE TRISTE!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

As Perdas

Texto bem interessante sobre as pessoas que passam por nossa vida em diferentes momentos; são especiais, mas as perdemos ao longo do caminho...

As Perdas
Maria Cristina Tanajura


Durante nossa vida, conhecemos um número enorme de pessoas, muitas das quais se tornam amigos queridos. Nas mudanças e andanças, vamos deixando pelo caminho muitos desses relacionamentos e poucos continuam persistindo com o passar do tempo. E alguns gostaríamos de voltar a encontrar novamente, do jeito que foi no passado, com os mesmos sentimentos que nos prendiam a eles... Mas, infelizmente, quando tentamos refazer a relação, geralmente percebemos que já passou - e ficamos tristes! Uma saudade grande enche nosso coração e um sentimento de vazio e perda persiste, fazendo sofrer. Mas, à medida que vou vivendo, percebo que isto é inevitável! Porque a vida é um processo muito dinâmico, durante o qual nos modificamos e as outras pessoas também. Aliás, para isto vivemos, em primeiro lugar. Não encarnamos para sermos como éramos, mas para aprendermos alguma coisa nova!

Já me ocorreu, várias vezes, querer procurar alguém que foi importante pra mim, numa ânsia de reviver um momento feliz, tendo que chegar à conclusão triste de que já não dá mais.

Aceitar esta situação, confiando na dinâmica da vida, é uma sabedoria. Algumas pessoas podem nos acompanhar por uma vida inteira e sempre teremos com elas pontos de contato, enriquecedores para as duas partes. Mas outras, talvez a maior parte delas -nossos colegas de estudo, por exemplo- já estão a trilhar outros caminhos, em situações diversas, seguindo a trajetória que lhes cabe, como seres únicos da criação.

Para podermos receber bem o momento presente, é necessário que essas perdas sejam bem compreendidas e aceitas, ou ficaremos sem a condição de abraçar o que chega neste instante, espelhando para nós a atual realidade interna de nossa alma.

Que o passado seja abençoado por todo o ensinamento que nos trouxe, através do amor, ou da dor. Mas que fique lá! Que o nosso atual momento seja privilegiado, ou deixaremos de viver, morrendo em vida.

Na dinâmica incessante do viver, que fiquemos alerta às novas oportunidades que se delineiam. Que o medo não nos paralise fazendo com que desistamos de tentar, de recomeçar. Pois tudo que vivemos até agora nos preparou e foi a sementeira do agora. Abençoemos todos e tudo que nos ajudou a chegar até aqui e vamos em frente! Com a mesma curiosidade que tínhamos, quando mais jovens e nos defrontávamos com o novo, pois aprenderemos pela eternidade... num caminho sem fim.

Um amor antigo que hoje já não nos faz vibrar, não foi um amor menor. Existiu enquanto éramos como no passado, mas mudamos e nos desconectamos. Abençoado amor que nos alimentou de sentimentos puros e nos vitalizou. Continuemos amando, sempre despertos e propensos a acolher o que nos chega, pois nunca vem por acaso. Está sendo atraído por nossa alma e nos traz alimento necessário para o nosso viver.

Quem se fecha ao presente e vive de passado, já parou de vibrar, já desistiu de aprender, se entregou ao marasmo e à desesperança. Precisamos reciclar nossos interesses. Para isto há cursos, há muitos hobbies que podem preencher as horas do dia, há novas pessoas para serem visitadas, acarinhadas, amadas.

Não podemos parar, pois o fluxo das horas nos diz que é andando que vivemos. Enquanto estivermos no corpo, será por aqui. Quando formos para outra dimensão, será por lá. Mas sem descanso, abertos ao novo, às novidades e propensos a nos deixar mudar, educar, a aprender.

Ninguém precisa se sentir velho, mesmo que o corpo já mostre sinais de menos agilidade e flexibilidade. Enquanto estivermos interessados nas lições que a vida nos traz, estaremos jovens na alma e teremos saúde boa e os olhos brilhando da chama da vida.

Velho não é o que já muito viveu, mas aquele já se deixou abater pela tristeza e vive no passado, evitando o mundo que está à sua volta lhe chamando para experimentar novas técnicas, para repensar ideias e para conhecer coisas que mudaram, ao longo do tempo.

Assim, as chamadas perdas que tivemos, ao longo da vida, nos propiciaram estar preparados para as novas experiências do hoje. Vamos em frente, sempre. O passado só nos parece melhor porque hoje o fantasiamos... Quantas conquistas foram feitas por nós próprios e pela humanidade como um todo... Agora é o recomeço, é a vida, é a colheita do ontem e a esperança materializada num momento mais feliz!

Fonte: STUM.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

De dentro para fora...

Leiam o texto abaixo... É revigorante, ao menos, para mim! ;-)

De dentro para fora... 
Rubia A. Dantés




O que mais queremos é a felicidade e passamos a vida nessa busca incessante acreditando que se tivermos determinadas coisas, estaremos felizes.... um relacionamento, um emprego, uma casa etc. Buscamos as coisas que acreditamos que vão nos fazer felizes, e em cada época da nossas vidas, algumas coisas são mais importantes e focamos na busca por sucesso naquela área...

Só que uma coisinha pode atrapalhar em muito o encontro da tão sonhada felicidade... é que quase sempre temos idéias formadas de como as coisas têm que ser para que nos façam felizes. Imaginamos uma pessoa com tais requisitos para ser aquela pessoa especial, ou aquela casa dos nossos sonhos precisa preencher também determinadas necessidades. para ser a casa dos nosso sonhos... e assim com todas as coisas que acreditamos vão nos fazer felizes colocamos características para serem preenchidas...

É claro que a gente querer as coisas e sonhar com o que queremos pode mesmo atrair aquilo para nossa vida, mas... nos prender à forma que escolhemos e eliminar tudo que foge àquela forma, pode, na verdade, ser uma maneira muito sutil de auto-sabotagem e de nos fechar para a vida.

Muitas vezes, a pessoa que vai nos fazer feliz não se enquadra em nada do que imaginamos... a casa onde vamos realizar nossos sonhos pode passar longe do modelo que nossa imaginação criou... e o trabalho que alimenta nossa alma pode nem de perto se encaixar ao que acreditamos ser o ideal... o local e a maneira onde vamos alcançar uma evolução espiritual pode ser muito diferente de tudo que já imaginamos.
Muitas vezes, esses modelos "ideais " que criamos são filtrados por nossas memórias equivocadas que são extremamente limitadas e nem sempre refletem realmente o que vai nos fazer felizes. Quantas coisas eliminamos por não ser "o que tem a ver comigo".
Quase nunca nos lembramos que esse "tem a ver comigo" não tem nada realmente a ver com quem verdadeiramente somos.

A felicidade muitas vezes chega de forma surpreendente... mas, para isso, é preciso que a gente se permita experimentar o novo... se permita abrir para as coisas que a vida nos oferece, mesmo que aquilo não se enquadre aos nossos modelos ideais... é bom lembrar que esses modelos podem ser os ideiais das nossas memórias e não da nossa Alma... Para a Alma, não existem os limites fixos que nossas memórias do passado querem nos impor.

Acredito que a felicidade independe de coisas fora da gente... e que quanto menos regras e padrões a serem preenchidos, tivermos... mais estaremos fluindo em felicidade... e que quanto menos modelos prontos a gente seguir, mais fácil será usufruir da felicidade que a vida tem a nos oferecer...

Se nos esvaziarmos dos desejos do ego e permitirmos que nossa Alma nos leve suavemente para os encontros e para as experiências que vão nos fazer evoluir, será mais fácil desfrutar a felicidade a cada passo... no presente.
Temos fórmulas... modelos... porque não confiamos que o Grande Mistério pode nos prover de tudo a cada dia e que seremos felizes assim...

Mas passamos grande parte da vida descartando coisas e buscando outras que se enquadrem em nossos ideais de felicidade... para um dia descobrir que não era nada daquilo e que a felicidade vem de dentro para fora... e não de fora para dentro...

Fonte: STUM.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Canções que me inspiram - Minha herança: uma flor - Vanessa da Mata


Minha Herança: Uma Flor

Vanessa da Mata




Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio

Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
(2x)

Achei você no meu jardim

domingo, 13 de maio de 2012

Recomecemos!

Recomecemos




Não conserves lembranças amargas.
Visite o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.

Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste o abandono.

Padeceste desilusão.
Entretanto, recomeçar é benção na lei de Deus.

A possibilidade de espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.

Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã com o fulgor do sol, reformando o valor do dia.

Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer "se quiseres podes recomeçar".

Disse, porém, o Divino Amigo, que nínguém aproveita remendo novo em pano velho.
Desse modo, desfa-te do imprestável.
Desvencilha do inútil.

Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza,
lembrando-nos, todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real.

Emmanuel

terça-feira, 24 de abril de 2012

Síndrome dos vinte e tantos

Encontrei o texto seguinte na internet e resolvi compartilhar porque, além de ser revelador, me identifiquei muito!!! Leiam aí...

Síndrome dos vinte e tantos


"A chamam de 'crise do quarto de vida'.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são 'tão divertidas'... E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras... Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro... E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos 'vinte e tantos' e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça... Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos...
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16...
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!

FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO... QUE ELE NÃO PASSE!

A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego..."

Joelson S. Manfredine

domingo, 15 de abril de 2012


Adorei esta definição sobre o que são os blogs:

"[...] o blog é um monólogo interior. Uma caixa preta de impressões passageiras e algumas confissões. Ler blogs como este é acompanhar o fluxo de pensamentos de alguém; é a coisa mais próxima que temos de telepatia".

E é isso mesmo, às vezes, as confissões são alegres... Noutras, tristes... Noutras, esperançosas. Tal qual o fluxo da vida, em que não se vive 100% com um único tipo de sentimento ou emoções. Aqui, nos expomos mais que, muitas vezes, na vida "real". Trazemos à tona, exatamente, aquilo que sentimos no momento de cada post. Para mim, as máscaras caem, não há "meias palavras", é o que se é.

Como afirma Mark Dery: “Alguns dos meus blogs favoritos deixam o visitante casual espiar os pensamentos mais recônditos de um estranho para enxergar o mundo por meio dos olhos de outra mente. É o que eu chamo de Efeito John Malkovich”. Ao "bisbilhotar" o pensamento alheio aprende-se muito, pode-se enxergar as coisas com um olhar, que antes não era possível. E, confesso que tenho aprendido muito com os blogs que leio!

Desculpem-me, se o meu (blog) não é tão interessante. Deve ser reflexo da minha própria vida, sei lá... Por isso, tenho andado meio ausente, não estou numa fase muito boa e não quero essa demasiada melancolia aqui também...
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