"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência, e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca ou não toca". Clarice Lispector
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sábado, 27 de novembro de 2010
Canções que me inspiram - John Mayer - Daughters
Essa música é maravilhosa, ótima pedida para ouvir no final de semana!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Preciso voar, minha alma anseia
Sabe um desejo que sempre se teve? Desses que, simplesmente, se sente e não se sabe como explicar? Sabe quando algumas coisas não se encaixam? Quando nada faz sentido? Quando tudo não te sacia? Quando você se sente perdida, no lugar errado? Pois é, sinto-me assim desde que me entendo por gente...
Ainda não pude me realizar, mas sinto que tenho que continuar tentando, que há algo que preciso viver, descobrir, realizar... Pode ser loucura, mas, às vezes, fico angustiada porque não entendo a demora. Outras, prefiro acreditar que "tudo tem seu tempo" e que esse tempo ainda não chegou porque tenho que vivenciar coisas que me serão necessárias. Enfim, são apenas divagações... Tomara que a minha alma cumpra o que ela anseia. E, mais importante, que sejam coisas boas!
Clarice Lispector
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Niver do blog... 2 anos
Durou bastante! Quando comecei não imaginava, mas me apeguei a este cantinho.... Mesmo não sendo tão assídua e sem repercussão, com pouquíssimos comentários, esse é um espaço para dividir o que me vai na cabeça, no coração e na alma, mesmo que, às vezes, não escreva tudo o que acontece de fato ou que gostaria. Seria enfadonho, se é que já não o é! rs. Enfim, vamos prosseguindo, esperando que, a cada dia, boas novas cheguem!
La teta asustada
Tenho assistido a uns filmes tão bons! Hoje, indico este filme cheio de sensibilidade, que adorei ter visto. Segue, em vídeo, a sequência, em que a protagonista canta uma de suas canções. Este é um momento lindo do filme!
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Subir pelo lado que desce
"'Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce'. Ouvindo esta frase, imaginei qualquer pessoa nessa acrobacia que as crianças fazem ou tentam fazer: escalar aqueles degraus que nos puxam inexoravelmente para baixo. Perigo, loucura, inocência, ou uma boa metáfora do que fazemos diariamente? Poucas vezes me deram um símbolo tão adequado para a vida, sobretudo naqueles períodos difíceis em que até pensar em sair da cama dá vontade de desistir. Tudo o que quereríamos era taparmos a cabeça e dormirmos, sem pensarmos em nada, fingindo que não estamos nem aí… Porque Tanatos, isto é, a voz do poço e da morte, nos convoca a cada minuto para que, enfim, nos entreguemos e acomodemos. Só que acomodar-se é abrir a porta a tudo aquilo que nos faz cúmplices do negativo. Descansaremos, sim, mas tornando-nos filhos do tédio e amantes da pusilanimidade, personagens do teatro daqueles que constantemente desperdiçam os seus próprios talentos e dificultam a vida dos outros. E o desperdício da nossa vida, talentos e oportunidades é o único débito que no final não se poderá saldar: estaremos no arquivo-morto. Não que não tenhamos vontade ou motivos para desistir: corrupção, violência, drogas, doença, problemas no emprego, dramas na família, buracos na alma, solidão no casamento a que também nos acomodamos… tudo isso nos sufoca. Sobretudo, se pertencermos ao grupo cujo lema é: Pensar, nem pensar… e a vida que se lixe. A escada rolante chama-nos para o fundo: não dou mais um passo, não luto, não me sacrifico mais. Para quê mudar, se a maior parte das pessoas nem pensa nisso e vive da mesma maneira, e da mesma maneira vai morrer? Não vive (nem morrerá) da mesma maneira. Porque só nessa batalha consigo mesmo, percebendo engodos e superando barreiras, podemos também saborear a vida. Que até nos surpreende quando não se esperava, oferecendo-nos novos caminhos e novos desafios. Mesmo que pareça quase uma condenação, a idéia de que viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce é que nos permite sentir que afinal não somos assim tão insignificantes e tão incapazes. Então, vamos à escada rolante: aqui e ali até conseguimos saltar degraus de dois em dois, como quando éramos crianças e muito mais livres, mais ousados e mais interessantes. E porque não? Na pior das hipóteses, caímos, magoamo-nos por dentro e por fora, e podemos ainda uma vez… recomeçar".
Lya Luft
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