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quinta-feira, 17 de maio de 2012

As Perdas

Texto bem interessante sobre as pessoas que passam por nossa vida em diferentes momentos; são especiais, mas as perdemos ao longo do caminho...

As Perdas
Maria Cristina Tanajura


Durante nossa vida, conhecemos um número enorme de pessoas, muitas das quais se tornam amigos queridos. Nas mudanças e andanças, vamos deixando pelo caminho muitos desses relacionamentos e poucos continuam persistindo com o passar do tempo. E alguns gostaríamos de voltar a encontrar novamente, do jeito que foi no passado, com os mesmos sentimentos que nos prendiam a eles... Mas, infelizmente, quando tentamos refazer a relação, geralmente percebemos que já passou - e ficamos tristes! Uma saudade grande enche nosso coração e um sentimento de vazio e perda persiste, fazendo sofrer. Mas, à medida que vou vivendo, percebo que isto é inevitável! Porque a vida é um processo muito dinâmico, durante o qual nos modificamos e as outras pessoas também. Aliás, para isto vivemos, em primeiro lugar. Não encarnamos para sermos como éramos, mas para aprendermos alguma coisa nova!

Já me ocorreu, várias vezes, querer procurar alguém que foi importante pra mim, numa ânsia de reviver um momento feliz, tendo que chegar à conclusão triste de que já não dá mais.

Aceitar esta situação, confiando na dinâmica da vida, é uma sabedoria. Algumas pessoas podem nos acompanhar por uma vida inteira e sempre teremos com elas pontos de contato, enriquecedores para as duas partes. Mas outras, talvez a maior parte delas -nossos colegas de estudo, por exemplo- já estão a trilhar outros caminhos, em situações diversas, seguindo a trajetória que lhes cabe, como seres únicos da criação.

Para podermos receber bem o momento presente, é necessário que essas perdas sejam bem compreendidas e aceitas, ou ficaremos sem a condição de abraçar o que chega neste instante, espelhando para nós a atual realidade interna de nossa alma.

Que o passado seja abençoado por todo o ensinamento que nos trouxe, através do amor, ou da dor. Mas que fique lá! Que o nosso atual momento seja privilegiado, ou deixaremos de viver, morrendo em vida.

Na dinâmica incessante do viver, que fiquemos alerta às novas oportunidades que se delineiam. Que o medo não nos paralise fazendo com que desistamos de tentar, de recomeçar. Pois tudo que vivemos até agora nos preparou e foi a sementeira do agora. Abençoemos todos e tudo que nos ajudou a chegar até aqui e vamos em frente! Com a mesma curiosidade que tínhamos, quando mais jovens e nos defrontávamos com o novo, pois aprenderemos pela eternidade... num caminho sem fim.

Um amor antigo que hoje já não nos faz vibrar, não foi um amor menor. Existiu enquanto éramos como no passado, mas mudamos e nos desconectamos. Abençoado amor que nos alimentou de sentimentos puros e nos vitalizou. Continuemos amando, sempre despertos e propensos a acolher o que nos chega, pois nunca vem por acaso. Está sendo atraído por nossa alma e nos traz alimento necessário para o nosso viver.

Quem se fecha ao presente e vive de passado, já parou de vibrar, já desistiu de aprender, se entregou ao marasmo e à desesperança. Precisamos reciclar nossos interesses. Para isto há cursos, há muitos hobbies que podem preencher as horas do dia, há novas pessoas para serem visitadas, acarinhadas, amadas.

Não podemos parar, pois o fluxo das horas nos diz que é andando que vivemos. Enquanto estivermos no corpo, será por aqui. Quando formos para outra dimensão, será por lá. Mas sem descanso, abertos ao novo, às novidades e propensos a nos deixar mudar, educar, a aprender.

Ninguém precisa se sentir velho, mesmo que o corpo já mostre sinais de menos agilidade e flexibilidade. Enquanto estivermos interessados nas lições que a vida nos traz, estaremos jovens na alma e teremos saúde boa e os olhos brilhando da chama da vida.

Velho não é o que já muito viveu, mas aquele já se deixou abater pela tristeza e vive no passado, evitando o mundo que está à sua volta lhe chamando para experimentar novas técnicas, para repensar ideias e para conhecer coisas que mudaram, ao longo do tempo.

Assim, as chamadas perdas que tivemos, ao longo da vida, nos propiciaram estar preparados para as novas experiências do hoje. Vamos em frente, sempre. O passado só nos parece melhor porque hoje o fantasiamos... Quantas conquistas foram feitas por nós próprios e pela humanidade como um todo... Agora é o recomeço, é a vida, é a colheita do ontem e a esperança materializada num momento mais feliz!

Fonte: STUM.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

De dentro para fora...

Leiam o texto abaixo... É revigorante, ao menos, para mim! ;-)

De dentro para fora... 
Rubia A. Dantés




O que mais queremos é a felicidade e passamos a vida nessa busca incessante acreditando que se tivermos determinadas coisas, estaremos felizes.... um relacionamento, um emprego, uma casa etc. Buscamos as coisas que acreditamos que vão nos fazer felizes, e em cada época da nossas vidas, algumas coisas são mais importantes e focamos na busca por sucesso naquela área...

Só que uma coisinha pode atrapalhar em muito o encontro da tão sonhada felicidade... é que quase sempre temos idéias formadas de como as coisas têm que ser para que nos façam felizes. Imaginamos uma pessoa com tais requisitos para ser aquela pessoa especial, ou aquela casa dos nossos sonhos precisa preencher também determinadas necessidades. para ser a casa dos nosso sonhos... e assim com todas as coisas que acreditamos vão nos fazer felizes colocamos características para serem preenchidas...

É claro que a gente querer as coisas e sonhar com o que queremos pode mesmo atrair aquilo para nossa vida, mas... nos prender à forma que escolhemos e eliminar tudo que foge àquela forma, pode, na verdade, ser uma maneira muito sutil de auto-sabotagem e de nos fechar para a vida.

Muitas vezes, a pessoa que vai nos fazer feliz não se enquadra em nada do que imaginamos... a casa onde vamos realizar nossos sonhos pode passar longe do modelo que nossa imaginação criou... e o trabalho que alimenta nossa alma pode nem de perto se encaixar ao que acreditamos ser o ideal... o local e a maneira onde vamos alcançar uma evolução espiritual pode ser muito diferente de tudo que já imaginamos.
Muitas vezes, esses modelos "ideais " que criamos são filtrados por nossas memórias equivocadas que são extremamente limitadas e nem sempre refletem realmente o que vai nos fazer felizes. Quantas coisas eliminamos por não ser "o que tem a ver comigo".
Quase nunca nos lembramos que esse "tem a ver comigo" não tem nada realmente a ver com quem verdadeiramente somos.

A felicidade muitas vezes chega de forma surpreendente... mas, para isso, é preciso que a gente se permita experimentar o novo... se permita abrir para as coisas que a vida nos oferece, mesmo que aquilo não se enquadre aos nossos modelos ideais... é bom lembrar que esses modelos podem ser os ideiais das nossas memórias e não da nossa Alma... Para a Alma, não existem os limites fixos que nossas memórias do passado querem nos impor.

Acredito que a felicidade independe de coisas fora da gente... e que quanto menos regras e padrões a serem preenchidos, tivermos... mais estaremos fluindo em felicidade... e que quanto menos modelos prontos a gente seguir, mais fácil será usufruir da felicidade que a vida tem a nos oferecer...

Se nos esvaziarmos dos desejos do ego e permitirmos que nossa Alma nos leve suavemente para os encontros e para as experiências que vão nos fazer evoluir, será mais fácil desfrutar a felicidade a cada passo... no presente.
Temos fórmulas... modelos... porque não confiamos que o Grande Mistério pode nos prover de tudo a cada dia e que seremos felizes assim...

Mas passamos grande parte da vida descartando coisas e buscando outras que se enquadrem em nossos ideais de felicidade... para um dia descobrir que não era nada daquilo e que a felicidade vem de dentro para fora... e não de fora para dentro...

Fonte: STUM.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Canções que me inspiram - Minha herança: uma flor - Vanessa da Mata


Minha Herança: Uma Flor

Vanessa da Mata




Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio

Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu
(2x)

Achei você no meu jardim

domingo, 13 de maio de 2012

Recomecemos!

Recomecemos




Não conserves lembranças amargas.
Visite o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.

Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste o abandono.

Padeceste desilusão.
Entretanto, recomeçar é benção na lei de Deus.

A possibilidade de espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.

Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã com o fulgor do sol, reformando o valor do dia.

Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer "se quiseres podes recomeçar".

Disse, porém, o Divino Amigo, que nínguém aproveita remendo novo em pano velho.
Desse modo, desfa-te do imprestável.
Desvencilha do inútil.

Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza,
lembrando-nos, todavia, de que tudo volta, menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real.

Emmanuel
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