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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

ABSURDO - Leiam esta notícia...

RIO DE JANEIRO - A Procuradoria Regional Federal da 2ª Região entrou com uma ação pedindo a retirada de circulação da Revista Rio For Partiers (Rio para festeiros), que chama algumas brasileiras de “máquinas de sexo” e classifica os bailes de carnaval como “atividades de semi-orgia”. A ação foi movida a pedido da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), que considerou que a publicação incentiva a prática de exploração sexual.

Além disso, segundo a Embratur, a revista usa, de forma não autorizada, o selo Brazil Sensational, do Ministério do Turismo, criado para divulgar a imagem do turismo brasileiro e atrair turistas de várias partes do mundo. Para o procurador Marco Di Iulio, que entrou com a ação, a revista expõe o povo brasileiro a uma situação vexatória e viola a dignidade humana.

A publicação, em inglês, é vendida a cerca de US$ 23 (R$ 52). A editora Solcat, que publica a revista, garante a entrega do guia em qualquer lugar do mundo por apenas mais US$ 4 (R$ 9)de frete. A "Revista Rio for Partiers" é produzida pela Editora Solcat Ltda.

A ação foi apresentada à Justiça Federal no Rio de Janeiro. Caso a Justiça dê ganho de causa à Procuradoria Regional Federal e à Embratur, a revista terá que ser recolhida, sob a pena de uma multa diária mínima de R$ 10 mil.

Quatro tipos de mulheres brasileiras

A revista classifica as mulheres brasileiras em quatro tipos: "Britney Spears", "popozuda", "hippie/raver" e "Balzac".

As “Britneys” seriam as chamadas "filhinhas de papai", que se vestem como a cantora, mas não deixam ninguém cantá-las. “Pode esquecê-las a menos que seja apresentado a uma".

A "popozuda" é chamada de “máquina de sexo bunduda (...). Bom para você investir seu tempo porque o motel é sempre uma possibilidade com essas maravilhas". A revista diz que "elas malham, usam calças apertadas, pintam o cabelo de loiro e se esforçam ao máximo para aparecer".

Segundo a revista, não podemos esquecar das "hippies/ravers" que são "garotas divertidas, fáceis de se aproximar, fáceis de conversar, difíceis de beijar, fáceis de ir para a balada".

Já a garota "Balzac" é a mulher que "quer se divertir, dançar, beber e beijar". A revista lança ainda a dica: "se tratá-la como uma dama, que elas te tratarão como um rei, talvez não hoje à noite, mas amanhã com certeza".

Fonte: Site IG.

É um absurdo pensar que existam publicações como estas que expõem, discriminam e criam estereótipos para a mulher brasileira. Tudo bem que logo após a II Guerra Mundial, o próprio governo brasileiro acabou por ser o primeiro a rotular o "país de mulatas sensuais e semi-nuas" e divulgar isso ao mundo em suas campanhas, mas isso é passado. Tomara que a justiça seja feita e que essa publicação seja recolhida! Já está na hora de mudar essa visão e também dos homens estrangeiros pararem de enxergar o país e a mulher brasileira como "carne" feita para a sua diversão. Chega de turismo sexual! Merecemos respeito como qualquer outra mulher...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Receita de Ano Novo Feliz


Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependimento
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar que por decreto da esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem e seja claridade,
recompensa, justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem que merecê-lo, tem de fazê-lo novo.

Eu sei que não é fácil mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Um maravilhoso Ano Novo para você!


Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Será mesmo?

Comédias românticas prejudicam vida afetiva, diz estudo, segundo a BBC


Assistir a comédias românticas ou ler revistas femininas e masculinas pode prejudicar a vida amorosa e afetiva, afirma uma pesquisa da Heriot-Watt University, em Edimburgo, divulgada nesta quarta-feira. Segundo os cientistas do Laboratório de Relações Pessoais e de Família da universidade, os filmes e as revistas mostram situações idealizadas, distantes da realidade de seu público, criando expectativas que não serão correspondidas.A equipe liderada pelos psicólogos Bjarne Holmes e Kimberly Johnson estudou 40 das comédias românticas mais assistidas entre 1995 e 2005, além das revistas, e concluiu que elas trazem um tema comum: a idéia de uma "alma gêmea", que estamos todos predestinados a conhecer e que deveria nos conhecer instintivamente tão bem que poderiam "quase ler nossas mentes". Depois de estudar os filmes, os pesquisadores pediram a centenas de pessoas que respondessem a um questionário descrevendo suas crenças e expectativas sobre seus relacionamentos. Segundo os cientistas, os fãs de filmes como "Mensagem para você", "O Casamento dos meus sonhos" e "Enquanto você dormia" normalmente não conseguem se comunicar efetivamente com seus parceiros. Para Holmes, as conclusões podem ter implicações profundas em nossas vidas. "Terapeutas de casais vêem com freqüência casais que acreditam que os homens e as mulheres querem coisas bem diferentes de suas relações, que o sexo deve ser perfeito sempre, e que se uma pessoa foi 'feita para você', então ela vai saber o que você quer, sem que você precise comunicá-lo. Agora temos algumas evidências que sugerem que a mídia popular tem um papel em perpetuar essas idéias na mente das pessoas". Para Holmes, a pesquisa descobriu uma verdade pouco confortável: "o problema é que enquanto que a maioria de nós sabe que a idéia de um relacionamento perfeito não é realista, alguns de nós somos mais influenciados pelas imagens mostradas na mídia do que nos damos conta. "Os filmes capturam a excitação de um novo relacionamento, mas eles também sugerem, erradamente, que a confiança e o amor comprometido existem a partir do momento em que as pessoas se conhecem, enquanto que essas qualidades, normalmente, levam anos para se desenvolver", diz Kimberly Johnson.

Ih, será mesmo? E eu que gosto tanto de comédias românticas... Rrsrsrs. Vou continuar assistindo e sonhando...

Fonte: Site Terra

sábado, 6 de dezembro de 2008

Nelson Rodrigues é, sem dúvida, o maior dramaturgo brasileiro. Polêmico e vanguardista, sua contribuição é inegável; tem sido meu objeto de estudo, meu livro de cabeçeira e, cada vez mais, me surpreendo e apaixono por sua genialidade... Para vocês, deixo uma de suas sábias palavras...
“O homem não deseja uma mulher só pelo fato de ele ser homem e de ela ser mulher. Mas porque há entre ele e ela uma série de afinidades. Há uma escolha. Mas para o cachorro, na hora do cio, qualquer cachorra serve. Nada é mais absurdo do que a educação sexual. Ela só tem sentido se os alunos fossem gatos, preás, bezerros e vacas premiadas. Para o ser humano se deve dar educação para o amor. Mas falar em sexo, sem uma palavra sobre amor, é de uma mistificação e de uma burrice inomináveis”.

Nelson Rodrigues (1912-1980)

Teatro


Ontem fui ao teatro aqui na universidade, assisti à montagem do musical "O fantasma da ópera".
Foi maravilhoso, a história é muito linda, já conhecia as músicas, mas ver tudo nesse contexto foi muito bom. Quem não assistiu ainda, assista aí na sua cidade que vale a pena! Bjoss


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